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segunda-feira, 21 de julho de 2008

Um negócio de solidariedade

Hoje, após ter levado um estalo com uma rotação de 180º a uma velocidade de 34 km/h, velocidade suficiente para me ter feito cuspir os dentes atingindo tal distância que deixaria orgulhoso qualquer praticante de lançamento do peso, pensei – “e se as nossas contas não fossem pagas com dinheiro mas, antes com uma espécie de “estalos e pontapés monetários”, han?” - Entretanto levei um pontapé de trivela nos testículos com uma velocidade nada inferior ao estalo anterior e que desta feita me fez brotar espermatozóides pelo nariz e então disse – “espera lá que já levas troco!”

Eu passo a explicar: esqueçam o excesso de moedas que fazem parecer a vossa carteira uma bola de rugby, esqueçam a escassez de notas que fazem parecer a vossa cabeça um balão de ar quente. Tudo seria mais simples se fossemos ao supermercado e na caixa acontecesse o seguinte:
Empregada: São 7 estalos!
O cliente dá 4 pontapés…
Empregada (já negra): Não tem um estalo que me arranje? É que assim eu dava-lhe um pontapé de troco!
Cliente: Não se preocupe, pode ficar como gorjeta…

Não acham simples? Eu acho que eliminaria muitos problemas. As contas seriam mais fáceis de se acertarem e de se pagarem, assim como as meras idas aos supermercados ou a qualquer outras superfícies comerciais se tornariam numa repleta animação. Os créditos bancários serviriam para quando alguém já não tivesse força para poder “pagar”, contratar-se-ia alguém para dar estalos e pontapés em sua vez. Contudo o que realmente importa é que contribuiria muito para a solidariedade, se as pessoas gostam de receber dinheiro, não gostariam, por sua vez, de receber “estalos e pontapés monetários”. Assim passaríamos a oferecer as coisas uns aos outros para que não fosse preciso “partirem-nos os dentes” só para comprar o jornal, ou “violarem-nos à força” só para pagar a renda da casa. Após atingir-se o ponto de uma etnia global (afinal ficaríamos todos negros) deixar-se-iam os créditos bancários e o défice eclipsava-se num mundo de pontapés e estalos onde reinaria a harmonia e solidariedade.

P.S. (Podia ser P.S.D. mas não gosto da Ferreira Leite): Esta é a minha resolução ao aumento exponencial do preço da gasolina. Muito mais viril do que um “buzinão”.

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